sexta-feira, 19 de novembro de 2010

TEMER DIZ QUE BLOCÃO FOI UMA AÇÃO "AÇODADA E ATRAPALHADA" DE HENRIQUE

Maria Clara Cabral e Flávia Foreque, jornalistas da Folha de S.Paulo, revelam hoje que o presidente do PMDB e vice-presidente eleito da República, Michel Temer, não ficou nada satisfeito com o seu companheiro e amigo Henrique Eduardo Alves, líder do partido na Câmara, que comandou a criação de um blocão parlamentar com o único e indisfarçável objetivo de pressionar Dilma Roussef e abrir caminho para substitui-lo na casa.

“Teremos que ser inovadores na política social”
 
Temer achou a ação "açodada e atrapalhada". 

Já as jornalistas dizem que o blocão é inócuo e "serve apenas comu uma ameaça ao governo da presidente eleita".

Leiam a seguir os cinco primeiros parágrafos da reportagem e cliquem aqui para ler a íntegra, se forem assinantes da Folha ou do portal Uol:

A cerca de dois meses da posse dos novos deputados, o anúncio da formação do bloco parlamentar comandado pelo PMDB na Câmara serve apenas como uma ameaça ao governo da presidente eleita, Dilma Rousseff.

Segundo a Secretaria-Geral da Casa, qualquer união entre partidos na nova legislatura só pode ser oficializada no final de janeiro do ano que vem, dias antes de os novos deputados assumirem.

Até lá, as movimentações partidárias podem ser alteradas, como admite o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB-SP). "Eu não sei qual o bloco que vai surgir. O que houve foi uma intenção, uma espécie de protocolo de intenções", disse ele.

Ontem, durante reunião com peemedebistas, Temer confidenciou a integrantes do partido que achou a articulação, comandada pelo líder da sigla, Henrique Eduardo Alves (RN), "açodada e atrapalhada". Ele pediu para que qualquer costura política envolva de início o PT.
A formação de um bloco comandado pelo PMDB tem como principais objetivos ganhar espaço na composição do governo e força nas decisões do Congresso. Neste momento, PR, PTB e PSC anunciaram que caminharão com os peemedebistas.

O líder do PP, João Pizzolatti (SC), após idas e vindas, resolveu se juntar ao grupo com as ressalvas de que o acordo serviria apenas para dar força aos partidos no âmbito do Legislativo. Juntas, as cinco legendas terão no ano que vem 202 deputados. 

Brasília Urgente.

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