quinta-feira, 31 de maio de 2012

Empregos verdes e a luta da CUT por Trabalho Decente para a juventude


Escrito por: Rosana Sousa, secretária nacional de Juventude da CUT


A Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasil) compreende que o desenvolvimento deve abarcar a sustentabilidade política, econômica, ambiental e social com o Estado assumindo papel de indução desse processo, segundo princípios democráticos, com garantia de direitos, especialmente a liberdade de organização e o emprego formal de qualidade.
O conceito de “desenvolvimento sustentável” representou importante conquista política da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento: a Rio92. Nessa ocasião, foi consolidado o entendimento de que o tratamento dado às questões ambientais não poderia avançar sem que, conjuntamente, fossem considerados os aspectos sociais e econômicos envolvidos na promoção da sustentabilidade.
A Rio+20 realizada em junho próximo, será o momento de avaliar a implementação das recomendações das Conferências anteriores e identificar questões novas, além de tratar de dois temas específicos “uma economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza” e o “quadro institucional para o desenvolvimento sustentável”. A Juventude da CUT irá combater a ideia de uma economia verde que mercantiliza a natureza, produzindo saídas à crise ambiental pela via do mercado.
Iremos intervir em três temas centrais, em conjunto com a CSA: a) taxações e fiscalização ambiental, a exemplo da implementação da taxação de transações financeiras; b) proteção social como modo de diminuir a vulnerabilidade das comunidades e de seus trabalhadores e trabalhadoras; e c) a criação de empregos verdes e decentes.
Incluiremos nessas lutas, as ações pela implementação do Plano Nacional de Educação, garantindo a destinação de 50% dos recursos do pré-sal para a educação, abarcando inclusive a educação ambiental.
No que se refere ao tema da economia verde – que terá bastante destaque nos debates da Conferência – é fundamental que antes de iniciarmos qualquer discussão definidora, façamos um real e sincero balanço do que ocorreu desde a Rio92. Colocar sobre a mesa outra proposta sem avaliar o que foi anteriormente proposto significaria ignorar os compromissos anteriores não cumpridos.
Nos documentos-base divulgados pelas Nações Unidas para subsidiar a discussão para a Conferência Rio + 20, conhecido por rascunho zero, o termo Economia Verde aparece diversas vezes, sem, todavia, ter em concreto o seu conceito, suas formas de implementação e de financiamento. Trata-se de um “conceito vazio” que pode ser interpretado de diferentes formas pelos distintos países e atores (movimentos sociais, entidades de classes, empresas etc.), que abre espaço para o livre comércio, para a financeirização do clima e mercantilização dos bens comuns.
É com a formulação definida no Seminário Internacional realizado pela CUT em conjunto com a CSA, em novembro de 2011, que influenciaremos esse debate: “Questionamos, por ser insuficiente, a ideia de propor, 20 anos depois da Eco 92, que este debate se realize em torno da ideia de “economia verde”. Chamamos pela recuperação da noção de desenvolvimento lançada na Eco 92 agregando a ela explicitamente a denominação de “ambiental e socialmente” sustentável, pois assim a demanda da inclusão social com redução dos riscos ambientais e da escassez ecológica se transformarão nas prioridades claras para a estratégia de avanço social de nossos países”.

Nossa proposta é, articulando o movimento sindical internacional, em especial, da América Latina, e os movimentos sociais, combater a ideia de uma economia verde que mercantiliza a natureza, produzindo saídas à crise ambiental pela via do mercado e garantir uma estratégia de longo prazo capaz de oferecer novas respostas aos desafios econômicos, sociais, ambientais, energéticos e políticos do mundo moderno, por meio de acordos que possibilitem ações para um novo padrão de produção e consumo sustentáveis.


Tal direcionamento político deve ser acompanhado por uma forte pressão para a manutenção e criação de novos postos de “trabalhos verdes”. Esta iniciativa, sob nossa visão, configura-se como uma importante estratégia para estruturar toda a política de Desenvolvimento Sustentável e Transição Justa. Contudo, diferentemente de outras “versões rebaixadas”, não existe emprego verde sem que estejam garantidos todos os aspectos do conceito de trabalho decente.
De acordo com a OIT o conceito de empregos verdes são os “postos de trabalho decente em atividades econômicas que contribuem significativamente par reduzir emissões de carbono ou para melhorar/conservar a qualidade ambiental.” Desta maneira, os empregos verdes podem ser uma alternativa para combater a crise econômica, aliada com a redução de emissão de carbono. Portanto, devem estar integrados a fatores econômicos, ambientais e sociais, para que se possa atingir a sustentabilidade.
Os postos de emprego verde precisam ser postos de trabalho decente, com componente associados a benefícios que conciliem proteção ao meio ambiente, justiça distributiva e auxiliem na construção de uma economia de baixo carbono.
O estudo da OIT “Empregos Verdes no Brasil: quantos são, onde estão e como evoluirão nos próximos anos” de 2009, identifica em nosso país a existência de 2.653.059 empregos verdes, que representam 6,73% do total de empregos formais existentes.

Estão assim distribuídos:
Produção e manejo florestal: 139.768
Geração e distribuição de energias renováveis: 547.569
Saneamento, gestão de resíduos e de riscos ambientais: 303.210
Manutenção, reparação e recuperação de produtos e materiais: 435.737
Transportes coletivos e alternativos ao rodoviário e aeroviário: 797.249
Telecomunicações e tele atendimento: 429.526

Sabemos que a juventude, seja no Brasil, nas Américas, ou ao redor do mundo, têm duas características fundamentais de inserção no mercado de trabalho: a condição de desemprego e a precarização (informalidade, empregos não decentes, alta rotatividade).
Análises da OIT sobre o desemprego juvenil nos países da América Latina demonstram que, embora necessário, o crescimento econômico não resolve por si o problema do desemprego entre os/as jovens. Da mesma maneira, a criação de “empregos verdes” somente poderá trazer aspectos positivos para a juventude trabalhadora se de fato tiverem condições de trabalho decente.
Conforme já mencionado, grande parte dos chamados empregos verdes estão sob a forma de empregos de telecomunicações e tele atendimento. Muitos destes postos de trabalho, senão a quase totalidade destes, têm jornadas de trabalho elevadíssimas, baixos salários, alta rotatividade, fortes impactos negativos na saúde dos trabalhadores, e, empregam muitos jovens. Não é este tipo de geração de emprego que nós da Juventude da CUT Brasil defendemos.
Defendemos a necessidade da mudança do padrão de desenvolvimento atual para um desenvolvimento no qual a sustentabilidade humana e ambiental estejam asseguradas. O desenvolvimento sustentável somente será possível se garantir trabalho decente para a juventude.
No Brasil, construímos uma experiência inédita da Agenda Nacional de Trabalho decente para a juventude. Um passo importante para formular propostas e ações de políticas públicas para jovens e para inserção desse segmento nas negociações coletivas dos sindicatos.
Defendemos a criação de empregos verdes para a juventude incluída em uma estratégia de promoção de trabalho decente para a juventude, que considere a heterogeneidade e as desigualdades que marcam a juventude, especialmente por conta das dimensões de gênero, sexo, raça, classe social e que considere os e as jovens como sujeitos de direitos.

CUT se reúne com governo e apresenta nova proposta de isenção de IR na PLR


Proposta feita pela equipe econômica não é favorável aos trabalhadores. Próxima reunião será no dia 11

Escrito por: Marize Muniz no site da CUT


A CUT e as demais centrais sindicais rejeitaram proposta feita pelo governo nesta quinta-feira (31) de isentar de imposto de renda PLR's de até R$ 5 mil, apenas a partir de 2013. Segundo Nélson Barbosa, Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, o governo não pode isentar a partir deste ano porque, segundo a Lei da Responsabilidade Fiscal, para ter desoneração tem de ter compensação, ou seja, o governo teria de aumentar algum outro imposto para garantir a receita.

O Secretário de Finanças da CUT, Vagner Freitas, disse que é bastante positivo o governo negociar com os trabalhadores esta reivindicação, porém, é preciso entender que, adiar esta desoneração para o ano que vem vai contra o interesse do próprio governo que está tomando medidas para aquecer a economia. "É correto aquecer a economia, em especial o mercado interno e todos os esforços nesse sentido estão sendo tomados por vocês. Portanto, para nós, não isentar este ano e partindo de um valor maior que R$ 5 mil, vai contra os interesses do governo. Se é séria a intenção do governo de aquecer o mercado interno, nossa proposta coloca milhões de reais no mercado brasileiro. É dinheiro na mão do trabalhador que vai para o consumo".

Vagner disse, ainda, que a contraproposta das centrais é de, no mínimo, isenção total para PLR's de até R$ 10 mil. "É preciso mostrar para a sociedade que o governo privilegia os trabalhadores".

A proposta do governo prevê alíquotas de 0 a 27,5%. Até R$ 5 mil é zero; de R$ 5 a R$ 7 mil, 7,5%, de R$ 7 a R$ 8,5 mil, 15%; de R$ 8,5 a R$ 10 mil, 22,5%; e para quem recebe PRL de mais de R$ 10 mil, alíquota de 27,5%.

A contrapoposta da CUT prevê isenção total para quem ganha até R$ 10 mil e, para quem ganha acima de R$ 50 mil, alíquota de mais de 27,5%, progressivamente.

"A progressividade é uma bandeira histórica da CUT. É uma questão de justiça tributária, quem ganha mais tem de pagar mais, especialmente no que se refere aos valores pagos pelas empresas a seus executivos como forma de bônus".

A PARIDADE NÃO É FAVOR, É UM JUSTO RECONHECIMENTO


Por Eliete Vieira da Silva - Secretária Estadual de Mulheres da CUT/RN



Ao buscarmos o significado de PARIDADE no dicionário encontraremos as seguintes definições: "Qualidade do que é par. Característica do que é igual ou semelhante. Comparação para provar que uma coisa pode ser igual ou semelhante à outra". Estes significados nos remetem à luta das mulheres que reivindicam na sociedade, na política, no trabalho e nas relações afetivas e interpessoais a sua paridade.

É salutar que esta luta seja constante e contínua, considerando que as mulheres constroem mudanças no cotidiano de todos os cidadãos e cidadãs da sua comunidade, do seu município, do seu estado, do seu país e do mundo, e que na sua contribuição na construção de uma sociedade melhor e onde todos tenham dignidade, ela não se distingue, não se melindra e muito menos deixa de ser combativa e atuante por ser mulher, nada mais justo que ela reivindique no contexto no qual está inserida, ser tratada como par, como semelhante, como igual.
Diante dos argumentos ora apresentados é que nós mulheres trabalhadoras  da base CUTista, levantamos a bandeira de construirmos juntos aos nossos companheiros a PARIDADE entre homens e mulheres, não só no momento de empunharmos as nossas bandeiras de luta em defesa de uma relação de trabalho onde o trabalhador e a trabalhadora brasileira tenham seus direitos e suas conquistas garantidos e ampliados.
Nós não fugimos do ônus e não seríamos coerentes se não reivindicássemos os bônus de nos fazermos presentes nos espaços de poder dentro das instituições sindicais que ajudamos a construir e a consolidar e nos empenhamos com a mesma garra e determinação apresentadas pelos nossos valorosos companheiros militantes.]
Não defendemos a paridade com o intuito de desmerecer, diminuir e muito menos desvalorizar os homens, defendemos a PARIDADE com o objetivo de termos a nossa competência, o nosso dinamismo e nosso trabalho reconhecidos e valorizados sem que sejamos impedidas de atuarmos nos espaços de maior poder pelo simples fato de não pertencermos ao sexo masculino.
Somos cientes das dificuldades que enfrentamos diariamente nos nossos locais de trabalho, nos sindicatos e dentro da própria estrutura da CUT, porém estas dificuldades não nos intimidam nem impedem de debatermos, reivindicarmos e construirmos passo a passo junto aos companheiros e companheiras que resistem ao que é justo e que é um direito a ser conquistado por nós mulheres nos nossos campos de ação e atuação. A Paridade não é favor, devaneio ou insanidade de mulheres inconsequentes e pretensiosas, é sim o justo reconhecimento da grande contribuição das mulheres nos espaços que ocupam legitimamente conquistados.

Mais de 280 delegados e delegados participam do 12º CECUT/RN



Com a temática “Liberdade e Autonomia Sindical: Democratizar as Relações de Trabalho para Garantir e Ampliar Direitos”, a militância CUTista debate, avalia e definirá os rumos da luta sindical no estado para os próximos anos no 12ª Congresso Estadual da CUT/RN – CECUT. O Congresso está sendo realizado desde de ontem a noite (30) e continua até 1º de junho de 2012, no Centro Municipal de Referência em Educação Aluízio Alves (Cemure), na Av. Coronel Estevão, 3705, Bairro Nossa Senhora de Nazaré, em Natal/RN.

Estão sendo esperados ao Congresso aproximadamente 280 delegados de 168 entidades sindicais filiadas, entre federações, sindicatos rurais e urbanos, além das oposições CUTistas. É o momento em que a militância CUTista realiza uma análise de conjuntura e encaminhamentos  de luta envolvendo a precarização decorrente das terceirização de serviços públicos, judicialização de movimentos grevistas, a luta dos servidores estaduais pelo Plano de Carreira, valorização da agricultura familiar, formação e a Juventude no contexto do mundo sindical e a organização das mulheres no mundo CUTista.

No Congresso está sendo discutido as bandeiras de lutas associadas a plataforma de luta nacional da CUT, entre as quais: a Redução de Jornada de Trabalho de 44h para 40h semanais sem redução de salário, Fim do fator previdenciário, Reforma Agrária e agricultura familiar.

Os dirigentes ainda definirão a composição da nova direção da CUT/RN para o próximo triênio. Os trabalhadores também apontarão ainda quais serão os representantes locais e a pauta que levarão para o 11º Congresso Nacional da Central (CECUT), que será realizado entre 9 e 13 de julho, em São Paulo.

A solenidade abertura do evento contou com a presença de representantes da CUT Nacional entre eles Jecier Fernandes e Chaakespeare, o Presidente da CUT/RN José Rodrigues Sobrinho e o Deputado Estadual Fernando Mineiro:

VEJA A PROGRAMAÇÃO

Quarta-feira, dia 30/05
15h às 19h – Credenciamento

19h - Solenidade de Abertura

19h30min. - Analise de Conjuntura
Palestrante: José Antonio Spinelli

20h30min.- Coquetel

Quinta-feira, dia 31/05
8h às 12h - Credenciamento

8h30min. - Leitura e Aprovação do Regimento Interno

9h – Formação e a Juventude no contexto do mundo sindical
Palestrantes: Luiz Antonio Ramos Freire e Jocelino Dantas Batista

11h - O homem e a mulher do campo no atual contexto
Palestrantes: Jasseir Alves Fernandes e Maria Elenice Anastácio

12h30min.– almoço

13h às 18h – Credenciamento dos Suplentes

14h - Dialogando sobre a paridade
Palestrante: Eliete Vieira da Silva

16h - Debate das teses

Sexta-feira, 01/06
8h30min. - Continuação do debate das teses

9h30min. –Balanço da Gestão da CUT-RN

10h30min. - Plenarinha

11h - Eleição da nova direção.


Com informações do site da CUT/RN

CONQUISTA DA JUVENTUDE DO CAMPO POSSIBILITA SUCESSÃO RURAL‏



Foi aprovado no ultimo dia 29 de maio na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PLP) 362/2006, que trata da compra de terra entre herdeiros pelo Crédito Fundiário. O objetivo do PLP é tentar solucionar o problema das dívidas da juventude rural, seus prazos, redução de juros, entre outros.

Para a Secretária de Jovens Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG, Maria Elenice Anastácio, este é um momento de grande importância para a luta da juventude rural. “Essa é a principal conquista da nossa pauta para o Grito da Terra deste ano. A aprovação deste Projeto de Lei é uma pauta histórica para nós, estamos na luta por ela desde 2006. Este será um instrumento que vai possibilitar a permanência dos jovens no campo e garantir a sucessão rural”, afirmou Elenice.

8 MIL TRABALHADORES E TRABALHADORAS RURAIS CHEGAM EM BRASÍLIA PARA COBRAR RESPOSTAS À PAUTA DE REIVINDICAÇÕES‏




Cerca de 8 mil trabalhadores e trabalhadoras do campo e da floresta estarão em Brasília para cobrar do governo federal respostas à pauta de reivindicações do Grito da Terra Brasil, no dia 30 de maio, na Esplanada dos Ministérios. A pauta, entregue em 27 de abril à presidenta Dilma Rousseff, intitulada “Agenda por um desenvolvimento rural sustentável e solidário”, contempla 138 propostas que expressam as principais reivindicações dos trabalhadores(as) rurais ligados à CONTAG, às 27 Federações de Trabalhadores na Agricultura (FETAGs) e os mais de 4.000 Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs), que representam atualmente cerca de 20 milhões de homens e mulheres do campo.

Até o momento, a CONTAG já foi recebida nos Ministérios do Desenvolvimento Agrário, Meio Ambiente, Fazenda, Educação, Cultura, Esportes, Cidades, Justiça, Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Saúde, Mulheres, Juventude, Trabalho e Emprego, Previdência e Assistência Social, Integração Nacional, Agricultura, Pecuária e Abastecimento, e Relações Exteriores, um fato marcante que demonstra a força de uma confederação com quase 50 anos de existência, a maior da América Latina.
O Grito da Terra Brasil 2012
O GTB 2012, em sua 18ª edição, tem como base a realização de uma ampla e massiva reforma agrária e a valorização e fortalecimento da agricultura familiar, questionando o descaso do governo ao papel da terra e do território para a valorização dos povos do campo e no combate à fome e à miséria no sentido de assegurarem a soberania e a segurança alimentar e na promoção do trabalho e justiça no campo brasileiro.
Os pontos centrais da pauta do GTB versam sobre desenvolvimento rural com distribuição de renda e riqueza e o enfrentamento às desigualdades; e garantia e ampliação dos direitos sociais e culturais com qualidade de vida no campo e nas florestas, participação e controle democrático e organização sindical, orçamento público e pautas regionais.
As negociações da pauta do GTB nos ministérios iniciaram no último dia 21 de maio e se encerram nesta terça-feira (29 de maio), prazo limite para o governo responder aos rurais. Em 30 de maio, acontece a grande mobilização nacional, em Brasília, quando a presidenta Dilma Rousseff deverá receber uma comissão composta pela diretoria da CONTAG, os coordenadores regionais e os presidentes das FETAGs, para entregar o caderno de respostas à pauta de reivindicações do 18º Grito da Terra Brasil. Os trabalhadores e as trabalhadoras rurais estarão na Esplanada dos Ministérios das 5h às 17h30.
Fonte: Imprensa CONTAG - Maria do Carmo de Andrade Lima e Verônica Tozzi 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Eleições 2012: Alem do PT, base aliada de toda situação marca suas convenções municipais

Alem do Partido dos Trabalhadores - PT a informação é que todos os Partidos da base aliada do Prefeito Fabinho marcaram suas convenções partidárias para dia 30 de junho. Ao todo já está agendada e publicada a realização de cinco convenções para dia 30 de junho que são: PT, PMDB, PPS, PC do B e PP.
                                                                   José Selmo
Segundo informações do pré candidato a prefeito do grupo da situação José Selmo de Melo o PPS estará realizando um grande evento para homologar a sua candidatura a prefeito e junto com todos os Partidos que já estavam, os que já somaram e os que ainda poderão somar e selar o primeiro grande sinal de uma campanha unificada, limpa e com certeza com a vitória de todos no dia 07 de outubro.                                                                                     

Eleições 2012: PT marca sua Convenção Municipal

O Partido dos Trabalhadores - PT de Jandaíra através de seu diretório Municipal marcou para o Próximo dia 30 de junho a sua convenção Municipal. O evento acontecerá nas dependencias do Centro Municipal de Turismo, de 12 às 16 horas e deverá reunir filiados e lideranças do Partido para definição de Candidaturas a prefeito, vice prefeito e vereadores.

Ao certo é que de acordo com resoluções internas das instancias municipais do Partido já está definido uma única pré - candidaturas a vereador e a possível tática eleitoral para 2012. O Partido já definiu também que apoiará o pré candidato e futuro candidato a Prefeito José Selmo de Melo.

"Entre a principal meta e prioridade do diretório Municipal é eleger uma cadeira de vereador e para a batalha homologaremos o nome do companheiro Livanildo Oliveira (LÊVO)", afirma Jocelino Dantas Presidente do Diretório Municipal do PT.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Prefeito Fábio Marinho cria lei de incentivos fiscais para atrair empresas geradoras de Energia para o município de Jandaíra


Objetivando atrair empresas geradoras de energia para o município, através de incentivos fiscais gerando divisas, empregos e renda para a população, o prefeito de Jandaíra, Fábio Marinho é o primeiro no Rio Grande do Norte a publicar Lei Complementar criando o Programa de incentivo a Indústria energética no município através de incentivos fiscais.

As empresas de energia renováveis: solar, eólica e térmica (desde que utilize o biocombustível), que sejam contribuintes do Imposto Sobre Serviço (ISS) poderão ter alíquota do mencionado imposto reduzido em até 1% desde que opte pelo ingresso no programa instituído por esta lei.

Os percentuais de redução deverão ser fixados por decreto criando faixas de acordo com o número de empregos e as doações e patrocínios realizados na área da municipalidade.

O parágrafo único da lei diz que após a adesão, a empresa beneficiária deverá comprovar anualmente a aplicação de 50% dos percentuais dedutíveis do imposto de renda pessoa jurídica a título de patrocínio a cultura e ao esporte das entidades artísticas e atletas do município.

Fonte: Blog Colmeia da Noticia

Por que certa mídia se concentra nos ataques ao PT?



Em artigo publicado na revista Carta Capital que circula esta semana o sociólogo Marcos Coimbra contesta uma das tantas frases do senso comum sobre a política brasileira, de que os partidos no Brasil não têm raízes na sociedade. Um senso comum que, diga-se de passagem, é seguidamente citado pela nossa mídia. Segundo ele, o “que chama a atenção no Brasil não é a ausência, mas a presença de vínculos partidários no eleitorado”.

Coimbra traz os dados de uma pesquisa nacional feita recentemente pelo instituto Vox Populi, que preside, em que 48% dos entrevistados disseram simpatizar com algum partido. Só que 80% das respostas se restringem a apenas três partidos: o PT, com 28% das respostas, o PMDB, com 6% e o PSDB com 5%. Os demais 26 partidos dividem os 20% restantes de simpatia.

Leiam apenas um parágrafo do artigo que reproduzo: “A proeminência do PT é ainda mais acentuada quando se pede ao entrevistado que diga se “simpatiza”, “antipatiza” ou se não tem um ou outro sentimento em relação ao partido. Entre “muita” e “alguma simpatia”, temos 51% (ao PT). Outros 37% se dizem indiferentes. Ficam 11%, que antipatizam “alguma” coisa ou “muito” com ele.”

Outros dados, da pesquisa citada e de outras:
- 74% consideram o PT um partido “moderno”;
- 70% concordam que o PT “tem compromisso com os pobres”;
- 57% (em 2008) e 66% (2012) entendem que o PT tem atuação “positiva para a política brasileira;
- 63% (2008) e 72% (2012) avaliam que “o PT ajuda o Brasil a crescer”.

Fenômeno de massa e “laços sólidos com o eleitorado”

O sociólogo diz que em suas três décadas de existência o PT tornou-se um fenômeno de massa e que se diferenciou dos demais partidos, ao “formar laços sólidos com uma ampla parcela do eleitorado”. 

Do nosso ponto de vista, o interessante é que o PT consegue manter este “saldo muito bom” – no entender do articulista – apesar do “tratamento sistematicamente negativo que recebe da chamada “grande imprensa”.” 

Ele conclui o artigo com uma pergunta, que deixo aqui para ser respondida depois que tudo isso passar, por novas pesquisas com os brasileiros: será que o “coro da indústria de comunicação” conseguirá desgastar a força dessa imagem com o “julgamento do mensalão”?

E ainda outra: por que certa mídia tem tanto medo de um partido que é resultado das lutas democráticas de muitos brasileiros? Que dá provas, todos os dias, ao longo de anos a fio, do respeito que tem à democracia, do respeito às divergências, do livre debate das ideias? 

Só que esta segunda pergunta não será respondida por nenhuma consulta que se faça ao povo. Para buscar a resposta, precisamos consultar a história política do nosso país, saber como se formou a maior parte dessa “grande mídia”, de como parte dela se articulou em mais de uma ocasião para impor no comando político do país os pontos de vistas que atendiam aos interesses da “casa Grande”, nas palavras do diretor de redação da Carta Capital, Mino Carta. 

Talvez esteja aí, nessa diferença, a origem do verdadeiro medo que está na base desse “tratamento sistematicamente negativo” a que se refere o sociólogo Marcos Coimbra: de um lado a democracia inclusiva que o PT prega, defende e pratica e, de outro, a democracia para poucos, excludente, de parte dessa “grande mídia”.

Fonte: Blog de Zé Dirceu