sexta-feira, 9 de abril de 2021

O analfabetismo e o desafio posto na ordem do dia

Por Evandro Borges - Advogado


O analfabetismo no Brasil é consequência das vulnerabilidades sociais, estando presente em todas as faixas etárias e com maior incidência na população adulta e idosos. Quanto mais fragilizado os segmentos do tecido social, mesmo incorporados ao mundo do trabalho formal e da informalidade se manifesta a falta de letramento, até a situação mais simples de grafar o próprio nome.

O Plano Nacional de Educação -  Lei Federal nº 13.005/2014 depois de muitas pelejas no Congresso Nacional foi sancionado pela Presidente Dilma Rousseff  passando a ser uma política de Estado, fruto de discussões da conferência nacional, com participação representativa de delegados, mais de quatro mil, dispõe a erradicação do analfabetismo em dez anos a contar da vigência.

Esta meta audaciosa de inclusão social e formação de cidadania poderia ser possível se houvesse uma ampla mobilização dos Poderes Públicos de todos os entes federativos e da sociedade civil. Nos Municípios de convivência com o semiárido com economias fragilizadas, dependentes dos repasses dos recursos federais o desafio é ainda maior.

O que foi realizado da vigência do plano até a presente data, já contabilizando mais de seis anos, a meta estabelecida dificilmente, mais uma vez não será alcançado. A dimensão da educação como dimensão do desenvolvimento com sustentabilidade, incluindo a equidade social como componente, em face de todas as problemáticas de congelamento das verbas da seguridade, desde o Governo Temer vai dar continuidade as fortes diferenças da população brasileira.

O Rio Grande do Norte tem em especial uma tradição no combate ao analfabetismo em todas as condições historicamente adversas. Aqui são exemplos da campanha de “pé no chão também se aprende a ler”, ainda do Governo Municipal de Natal de Djalma Maranhão, da educação através da comunicação do rádio do movimento de Natal com a Igreja Católica e da experiência de Angicos, que foi uma das bases da obra de Paulo Freire, realizada no Governo de Aluízio Alves com recursos da Aliança para o Progresso.

Um exemplo na atualidade de política municipal estabelecida em Lei pode ser ressaltado o Município de São Tome com o Programa denominado Apreender Mais, da gestão do Prefeito Anteomar Pereira da Silva (Babá) que também é o atual presidente da FEMURN, com recursos próprios, estando contando com mais de mil matriculados sendo alfabetizados mobilizados em mais de cinquenta turmas.

Experiência como esta realizada nas escolas públicas municipais na sua maioria, na área urbana e rural, com alimentação escolar, próximo às residências de cada um, precisa ser conhecidas suas especificidades, a capacidade de reunir e iniciar o processo de letramento, e o que pode ser conquistado para os beneficiários e para a municipalidade, pois está na ordem do dia o letramento para começar qualquer processo de desenvolvimento que envolva a pessoa humana.

Jandaíra já tem 675 vacinados contra o COVID-19.

 


Prefeitura Municipal de Jandaíra suspende aplicação da primeira dose da vacina contra Covid-19 para priorizar a segunda dose


A Prefeitura de Jandaíra, através da Secretaria Municipal de Saúde, informa que a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19 foi interrompida nesta terça-feira, dia 06. O município teve de paralisar o calendário de imunização por falta de doses da vacina, que são enviadas pelo Governo Federal. A secretaria informou ainda, que a previsão de chegar novas doses é entre sexta e sábado (hoje ou amanhã).

A última remessa de doses de vacinas para Covid-19, com 200 doses, foi no dia 02 de abril, por esse motivo, a secretaria de Saúde está vacinando apenas pessoas que estão com segunda dose da vacina agendada, e aguarda o recebimento de mais vacinas pra retomar a vacinação de primeira dose da população da faixa etária de 67 a 69 anos.




STF afirma seguir a Constituição ao determinar CPI da Pandemia no Senado.

Foto: Dorivan Marinho/STF

Em nota institucional, e sem citar o nome do presidente Jair Bolsonaro ou do ministro Luís Roberto Barroso, o Supremo Tribunal Federal (STF) defendeu a decisão que determinou a instalação da CPI da Pandemia no Senado. O ministro Marco Aurélio Mello também viu como acertada a decisão do colega Barroso de mandar instalar a comissão parlamentar de inquérito, uma vez que ela teve o número mínimo de assinaturas no Senado para poder ser criada. A respeito das críticas do presidente Jair Bolsonaro a Barroso em razão dessa decisão, Marco Aurélio disse que é hora de deixar a retórica de lado e de arregaçar as mangas.

Barroso consultou os colegas, inclusive o presidente do STF, Luiz Fux, antes de dar a liminar, tendo recebido apoio da maioria. O ministro Kassio Nunes Marques não apoiou. Também falou com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, antes da divulgação da decisão, para dar a oportunidade de instalar a CPI antes. Fux também conversou com Pacheco e preferia que o Senado resolvesse o assunto por lá mesmo.

— Na minha decisão, limitei-me a aplicar o que está previsto na Constituição, na linha de pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, e após consultar todos os Ministros. Cumpro a Constituição e desempenho o meu papel com seriedade, educação e serenidade. Não penso em mudar — disse Barroso.

“O Supremo Tribunal Federal reitera que os ministros que compõem a Corte tomam decisões conforme a Constituição e as leis e que, dentro do estado democrático de direito, questionamentos a elas devem ser feitos nas vias recursais próprias, contribuindo para que o espírito republicano prevaleça em nosso país”, diz trecho da nota do STF.

— Comissão parlamentar de inquérito é instrumental ao alcance da minoria, e não apenas da maioria. E aí evidentemente se tem um terço de assinaturas. Não dá para sentar em cima — disse Marco Aurélio.

Para uma CPI ser instalada no Senado, é preciso ter um terço de assinaturas, ou seja, o apoio de 27 dos 81 senadores. A oposição conseguiu 31, mas o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vinha resistindo em instalá-la. O objetivo da CPI é investigar se o governo Jair Bolsonaro cometeu omissões no combate à pandemia do novo coronavírus.

No Twitter, o presidente da República disse que “Barroso se omite ao não determinar ao Senado a instalação de processos de impeachment contra ministro do Supremo, mesmo a pedido de mais de 3 milhões de brasileiros”. E arrematou: “Falta-lhe coragem moral e sobra-lhe imprópria militância política”.

‘Tem alguma coisa aí errada’

Questionado sobre a mensagem que Bolsonaro postou no Twitter, Marco Aurélio disse:

— O que eu digo é que devemos deixar a retórica de lado e trabalhar para fazer frente à pandemia. Trabalhar, e trabalhar muito, arregaçar as mangas, porque é muito triste o quadro vivenciado no Brasil. Veja a percentagem. Mundialmente, temos 2,7% da população. Em número de mortes no mundo, temos 27%. Tem alguma coisa aí errada.

No Twitter, Bolsonaro destacou que a decisão de Barroso foi “monocrática”, ou seja, sem ter passado pelo plenário da Corte, e para investigar apenas o governo federal, mas não os governadores. Em seu despacho, o ministro do STF disse que tomou a decisão sozinho, sob justificativa de que o agravamento da crise sanitária requer urgência. 

Mas resolveu também submetê-lo ao referendo dos demais ministros. O julgamento, no plenário virtual, em que os ministros não se reúnem, apenas colocando seus votos no sistema eletrônico da Corte, começará na sexta-feira da semana que vem e tem previsão para terminar no dia 26 de abril, uma segunda-feira.

Marco Aurélio disse que, em mandado de segurança, o tipo de ação em que Barroso tomou sua decisão, é possível o relator decidir sozinho. E concluiu dizendo que, para eventual mudança, é preciso esperar a manifestação do plenário.

O Globo

Bolsonaro e vacinas do oportunismo privado

Editorial do site Vermelho:

A aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto que permite à iniciativa privada comprar vacinas contra a Covid-19 para a imunização gratuita de seus trabalhadores tem implicações legais e éticas. A tentativa de setores empresariais de enfraquecer a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), único órgão no Brasil com autoridade para aprovar o uso de medicamentos, é explícito, uma afronta a preceitos básicos da Constituição, como o princípio de isonomia e igualdade.

O projeto, ainda pendente de votação no Senado, libera vacinas aprovadas em qualquer regime, em qualquer lugar do mundo, sem a anuência da Anvisa. Mais grave ainda é o fim da obrigatoriedade para grupos prioritários definidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É a troca da prioridade pelo poder do dinheiro, uma barbárie inominável. Há ainda a controvérsia sobre a obrigatoriedade de doar para o governo metade das doses compradas que, sem registro no Brasil, ficariam impedidas de serem utilizadas.

Não se pode isentar o governo Bolsonaro nessa atitude oportunista. Além da já conhecida irresponsabilidade no tratamento da pandemia e no combate aos seus efeitos, existe a pregação do presidente da República de que o funcionamento da economia depende do absoluto descontrole da propagação da Covid-19. Em grande medida, essa falta de seriedade sobre a preservação de vidas está por trás do projeto aprovado na Câmara dos Deputados.

O interesse desse lobby empresarial está restrito à lógica de Bolsonaro. Na falsa dicotomia bolsonarista entre pandemia e economia, a prioridade deles é a segunda. Para eles, salvando a economia o que vem depois é consequência. A falsidade é explícita, mas, para esses setores empresariais, isso é o de menos. Importa para eles o imediatismo, que nesse caso se traduz em oportunismo. Nessa equação, o que se destaca mesmo é o cinismo.

Bolsonaro, que tem variado as formas para defender a charlatanice de sempre, tem insistido nessa dicotomia farsesca, voltando inclusive a enfatizar a panaceia do tratamento precoce. Abusando da palavra “liberdade”, uma espécie de nova lei absoluta capaz de responder a todos os dilemas, o presidente da República na verdade segue agindo como sabotador das medidas reconhecidamente eficientes para conter a propagação da pandemia.

Em uma frente ele atiça suas hordas nas redes sociais e em setores da mídia contra governadores e prefeitos que não rezam por sua cartilha, fomentando motins policiais e espalhando fake news inclusive com leviandades sobre “corrupção”, e em outra manipula os setores empresariais mais atingidos pelas crises econômica e sanitária. A soma resulta na sua sistemática pregação contra as medidas protetivas, a verdadeira responsável pela tragédia social em curso no país.

O projeto do lobby desses empresários se insere nesse contexto. É mais uma ação que precisa ser desmascarada e enfrentada no âmbito da luta pelo fim dessa política genocida do bolsonarismo, que desafia a lógica e afronta até o bom senso. Como disse a presidenta do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, a vacinação é a política econômica mais importante neste momento. Essa é uma condição básica para uma retomada econômica segura, disse ela. Uma constatação óbvia, frontalmente contrária ao bolsonarismo.

CPI da Covid apavora o “covardão” Bolsonaro

Por Altamiro Borges


A determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o Senado instale a CPI da Covid-19 fez tremer o "covardão" Jair Bolsonaro. Em entrevista à CNN-Brasil nesta sexta-feira (9), o genocida pediu "menos conflitos" e criticou a "interferência do Supremo nos poderes". Haja cinismo do belicista que vive agredindo os outros poderes!

"O Brasil está sofrendo demais e o que menos precisamos é de conflitos", choramingou o hipócrita. Mas o pedido de paz durou pouco e o vingativo logo partiu para a agressão. "Será que a decisão não tem que ser a mesma para o Senado colocar em pauta o pedido de impeachment de ministros do Supremo?", ameaçou o fascistoide.

"Por que a CPI para investigar o governo federal? Por que não bota estadual e municipal? Nós fizemos a nossa parte. O Pazuello comprou vacinas no ano passado”, relinchou o farsante, que chamou a Covid-19 de “gripezinha” e “histeria da mídia”, tratou a Coronavac como “vachina” e nada fez para conter a pandemia que já matou quase 350 mil brasileiros.

Rodrigo Pacheco boicotou pedido de 32 senadores

A determinação para que o Senado finalmente instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os responsáveis pela tragédia da pandemia foi tomada pelo ministro Luís Roberto Barroso nesta quinta-feira (8). Ele atendeu a queixa apresentada pelos senadores Alessandro Vieira (SE) e Jorge Kajuru (GO), ambos do partido Cidadania.

O ministro concedeu liminar (decisão provisória) e encaminhou a questão para julgamento no plenário do STF. Ele alegou que urgência se deve ao agravamento da crise sanitária no país, que está “em seu pior momento, batendo lamentáveis recordes de mortes diárias e casos de infecção”.

O pedido de criação da CPI foi feito em fevereiro e teve a adesão de 32 senadores – cinco a mais que as 27 necessárias para a sua instalação. Mas ele foi rejeitado de forma arbitrária pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o demo aliado do "capetão". Daí a determinação do ministro do STF em “respeito ao direito das minorias”.

A resistência dos bolsonaristas e dos militares

Conforme apontou Luís Roberto Barroso, a instalação de uma CPI não se submete ao “juízo discricionário do presidente ou do plenário da casa legislativa... Não pode o órgão diretivo ou a maioria parlamentar se opor a tal requerimento por questões de conveniência e oportunidade políticas".

"Atendidas as exigências constitucionais, impõe-se a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito... Ressalto que é incontroverso que o objeto da investigação proposta, por estar relacionado à maior crise sanitária dos últimos tempos, é dotado de caráter prioritário”, argumentou.

Diante da sentença, o demo Rodrigo Pacheco chiou, mas disse que cumprirá a decisão judicial e que instalará a comissão já na próxima semana. A conferir! A pressão do laranjal bolsonariano será violenta para evitar esse trauma. Como dizia o experiente Ulysses Guimarães, todo mundo sabe como uma CPI começa, mas ninguém sabe como ela termina.

A CPI da Covid-19 pode inaugurar a pior crise política do desgoverno de Jair Bolsonaro. Há provas suficientes sobre a ação e omissão criminosa diante do avanço dessa tragédia. O medo não apavora apenas o “capetão”. Os generais também dispararão seus tuites ameaçadores para defender a “honra” da instituição e para salvar a pele do servil Eduardo Pazuello – já batizado de “Eduardo Pesadelo”.

Lei Estadual inclui pessoas com deficiência nos grupos prioritários da vacinação contra Covid-19




Norma entrou em vigor nesta quinta-feira (8) e garante a imunização prioritária para pessoas com Transtorno do Espectro Autista, Síndrome de Down, tetraparesia congênita ou paralisia cerebral ou com doenças raras.

Entrou em vigor nesta quinta-feira (8), a Lei n.º 10.866 de 7 de abril de 2021, publicada pelo Governo do RN no Diário Oficial do Estado (DOE). O texto dispõe sobre a prioridade da vacinação contra a Covid- 19 das pessoas com Transtorno do Espectro Autista, Síndrome de Down, tetraparesia congênita ou paralisia cerebral, ou com doenças raras. 

É considerada uma pessoa com deficiência aquela que possui impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, obstruindo sua integração à sociedade em igualdade de condições com outros. 

Entre as pessoas que se enquadram à definição de “deficiência”, estabelecida pela Lei Federal nº 13.146/2015, o primeiro grupo prioritário contemplado será o de pessoas com condição médica preexistente e que possa ter seu quadro clínico agravado, caso contaminada pelo coronavírus. 

De acordo com a Lei, a estratégia de imunização que estabelecerá as diretrizes e o planejamento de distribuição dos imunizantes está a cargo da Secretaria Estadual da Saúde Pública (Sesap).

Ainda em fevereiro passado, o Governo do RN participou de uma reunião com representantes do Movimento Independente Pró Autismo do RN (MOVIPAutismo) e das Associações Síndrome de Down RN e dos Pais e Pessoas com a Síndrome de Berardinelli do RN (ASPOSBERN). O motivo do encontro era justamente o pedido das entidades em incluir as pessoas com deficiência entre os grupos prioritários na vacinação contra a Covid-19.

Sensibilizada com a causa, e mesmo diante da limitação do recebimento insuficiente de vacinas no Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra, disse estar sensível à demanda. “Estamos sensibilizados com a temática de vocês e, mesmo diante de todas essas limitações, pedi para que a Sesap, junto com a Semjidh (Secretaria Estadual de Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e Direitos Humanos), defina quais passos podemos dar diante dessa situação”, afirmou à época.

Segundo a coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, Kelly Lima, a viabilidade do pedido será possível após estudo feito pela Secretaria. Uma das ações é a inclusão de algumas deficiências na plataforma RN+ Vacina para cadastro e atualização do plano de vacinação. “A intenção é incorporar as pessoas com deficiência de forma ampliada na 3° fase da campanha de vacinação em curso”.

Governo do RN beneficia mais de 300 famílias com a distribuição de palma forrageira


Objetivo da ação é promover a convivência com o semiárido e amenizar os efeitos da seca

Jefferson Luis Paiva, produtor rural do Sítio Pedra do Navio, em São Tomé/RN, faz parte de uma das 300 famílias beneficiadas com a distribuição gratuita de raquetes - semente de palma forrageira, tolerantes à cochonilha do carmim -, feita pelo Governo do Rio Grande do Norte, por intermédio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca do Rio Grande do Norte (Sape/RN) e Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) neste primeiro trimestre de 2021.

“A palma vai me ajudar muito para alimentar o meu pequeno rebanho porque ela tem muita água e outros benefícios”, disse Paiva.

Até o final de março/21, o Governo do RN distribuíu 330.300 mil raquetes, para multiplicação das variedades Orelha-de-Elefante Mexicana, Ipa Sertânia e Miúda (também conhecida como Doce) para agricultores, produtores rurais e pecuaristas de diversos municípios do RN.

A iniciativa tem como objetivo promover a convivência com o semiárido e amenizar os efeitos da seca no estado. A cactácea faz parte da base alimentar dos rebanhos de zonas áridas e semiáridas do Brasil e contribui para. Entre suas principais características estão a alta palatabilidade (sabor agradável para o animal), produção de biomassa e resistência à seca.

As raquetes são produzidas nas estações experimentais da EMPARN, instaladas nos municípios de Apodi e Pedro Avelino (Terras Secas).”A EMPARN promove essa ação desde 2015 a partir de um Convênio atualmente ligado ao Ministério da Agricultura, via Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF)”, disse, o diretor Presidente da EMPARN, Rodrigo Maranhão.

Neste ano, a ação será fortalecida por Convênio SAPE/Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene)/EMPARN, que investirá R$ 200 mil na manutenção e ampliação das áreas de multiplicação de raquetes-semente.

“Com este projeto, está sendo possível garantir a um número maior de pequenos produtores a manutenção de seus rebanhos, ofertando-lhes uma alternativa a mais para se fixarem no campo, onde é o lugar destes homens e mulheres que tanto nos orgulham com seu trabalho incansável. O novo convênio firmado entre a Sape e a Sudene será capaz de ampliar este projeto, permitindo chegar a um numero ainda maior de beneficiários”, destacou o secretário da Sape, Guilherme Saldanha.

O convênio da palma forrageira, liderado pelo pesquisador Guilherme Costa Lima, é coordenado pela EMPARN há mais de 10 anos e aborda diversos aspectos do desenvolvimento e pesquisa dessa cactácea no semiárido brasileiro.

“Nessa missão, a EMPARN tem contado com a parceria efetiva de importantes instituições como EMATER, IDIARN, SENAR, Sebrae, Seapac e IFRN”, declarou Lima.

Para solicitar a doação das raquetes, o interessado deve procurar um dos seguintes locais: escritório da Emater do seu município; secretaria municipal de agricultura; escritório do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar); sindicatos rurais ou Seapac.

Policiais do RN começam a ser vacinados contra a Covid-19


Cinco postos funcionam em Natal, Mossoró, Caicó, Pau dos Ferros e Nova Cruz

Policiais militares, civis, penais e federais, bombeiros, guardas municipais e servidores do Instituto Técnico de Perícia (Itep) no Rio Grande do Norte começaram a receber a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nesta quinta-feira (08). A abertura da campanha de vacinação contou com a participação da governadora Fátima Bezerra e aconteceu no Quartel do Comando Geral da PMRN, em Natal.

"Este é mais um passo importante que damos no enfrentamento à pandemia. Após intensas gestões conseguimos que o Ministério da Saúde incluisse os policiais, que realizam suas funções em situações que aumentam o risco de contaminação, como prioridade. E é isto que estamos fazendo protegendo nossos policiais e contribuindo para que possamos, o mais rápido possível, superar a pandemia", afirmou Fátima Bezerra. Ela destacou que a imunização dos policiais é resultado de grande esforço dos governadores e intensas gestões junto ao Ministério da Saúde.

O secretário de Segurança Pública, coronel Francisco Araújo, reafirmou os esforços para a vacinação dos policiais de todo o Rio Grande do Norte. “São profissionais que estão nas ruas em exposição constante ao coronavírus. É uma medida importante e os servidores da segurança pública do Estado, da União e dos municípios ficam gratos a esta medida.”

A delegada geral da Polícia Civil, Ana Cláudia Saraiva, disse que "hoje concretizamos um momento muito esperado pelos profissionais que estão nas ruas no combate à violência e à criminalidade. Agradecemos esta medida que vem para proteger quem está mais 

exposto ao contágio".

Comandante da PM, coronel Alarico Azevedo, agradeceu o apoio e os esforços da administração estadual que culminaram com a autorização pelo Ministério da Saúde da  priorização dos policiais no Plano Nacional de Imunização.

Para o coronel Monteiro, comandante do Corpo de Bombeiros, a antecipação da vacinação aos policiais é resultado dos esforços do Governo do Estado e atende uma categoria que trabalha nas ruas para levar tranquilidade à população e desde o primeiro momento atua na orientação das regras de proteção à contaminação pelo coronavírus.

Nesta primeira etapa serão aplicadas 1.040 doses do imunizante CoronaVac. A vacinação acontece em 5 unidades da PM na capital e interior do estado. São elas: Natal (Comando Geral da PM), Mossoró (Hospital da PM. Caicó - 6º BPM), Pau dos Ferros (7º BPM) e Nova Cruz (8º BPM).

A aplicação acontece de forma escalonada e proporcional com os seguintes critérios: Trabalhadores envolvidos no atendimento e/ou transporte de pacientes; Trabalhadores envolvidos em resgates e atendimento pré-hospitalar; Trabalhadores envolvidos diretamente nas ações de vacinação contra a Covid-19; Trabalhadores envolvidos nas 

ações de implantação e monitoramento das medidas de distanciamento social, com contato direto com o público, independente da categoria.

Serão contemplados 14.404 agentes das forças: Polícia Militar, Polícia Civil, Bombeiro Militar, ITEP, Polícia Penal, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal Federal e Guardas Municipais (Prefeituras).

Desde o início da pandemia e até o último dia 31 de março, 45 integrantes das forças de segurança pública estadual foram ceifados pela Covid-19, sendo 15 da ativa e 30 aposentados ou da reserva.

A inclusão das forças de segurança e salvamento como grupo prioritário no Plano Nacional de Imunização (PNI) foi um pedido encaminhado pela governadora Fátima Bezerra, em nome do Fórum de Governadores, ao Ministério da Saúde, que atendeu ao pleito.

"Continuamos desenvolvendo todos os esforços para proteger a população e para que o Governo Federal adquira mais vacinas para avançarmos na vacinação em todo o país. Seguimos lutando pela vacinação dos profissionais da Educação como grupo prioritário do PNI, até por que esta é uma medida que poderá favorecer o retorno às aulas presenciais no setor público", afirmou Fátima Bezerra.

Eleita nova Diretoria, Conselho Fiscal e Suplentes da CONTAG Gestão 2021-2025


O 13º Congresso Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares (13º CNTTR) foi encerrado nesta quinta-feira (08) com a eleição da nova Diretoria, Conselho Fiscal e Suplentes da CONTAG para a Gestão 2021-2025. Ao longo dos 57 anos de história e lutas da Confederação, essa foi a primeira vez que o Congresso temático e eleitoral foi realizado em plataforma virtual, por consequência da pandemia de Covid-19.

Neste último dia do 13º CNTTR, de 9h às 15h, os delegados e delegadas de todo o País votaram na Chapa Única da CONTAG "Unidade, Luta e Resistência: a vida em primeiro lugar!, a partir de cédula digital no Portal do Congresso. Dos 2.487 delegados(as) aptos a votar, foram registrados 2.407 votantes, o que representa 96,78% de quórum.

A apuração e a proclamação do resultado da eleição foram coordenadas pelo presidente da Comissão Eleitoral do 13º CNTTR, Givaldo Teles (AL), que anunciou os números da eleição e declarou a chapa eleita.

Após o resultado da eleição, a secretária de Mulheres reeleita, Mazé Morais, fez um agradecimento especial a todos os delegados e delegadas, desde a realização das plenárias preparatórias até a realização do Congresso e expressou o sentimento nesse momento de finalização do 13º CNTTR. “Esse momento é de emoção e alegria, mostra a nossa força e vontade de fazer um grande Congresso, um Congresso de resistência!”

O presidente reeleito Aristides Santos encerrou o 13º CNTTR com uma mensagem de agradecimento e de reafirmação de luta. “Não foi um Congresso fácil de realizar. Não tenho palavras para agradecer por todo o esforço, por tudo o que aconteceu até hoje, no encerramento do Congresso. Tudo isso mostra a nossa capacidade de superar dificuldades. E a Diretoria eleita reafirma nesse momento que continuaremos a luta pelo fortalecimento da agricultura familiar, pela reforma agrária e acesso à terra, por políticas públicas, pela preservação e gestão sustentável dos bens comuns da natureza, por saúde, pela democracia e soberania nacional. Viva a classe trabalhadora! Viva os delegados e delegadas do 13º CNTTR! Viva os Sindicatos, viva as Federações, viva a CONTAG!”, destacou Aristides.

Foto: Cesar Ramos

Confira, no vídeo acima, a composição da nova Diretoria, Conselho Fiscal e Suplentes da CONTAG – Gestão 2021-2025.