terça-feira, 21 de maio de 2013

Bolsa Família: não se pode excluir hipótese de ação organizada



A boataria sobre o Bolsa Familia, que alardeava o fim do programa e levou milhares de pessoas a tentarem sacar a mensalidade do benefício, precisa ser investigada e o governo deve responder à altura a provocação.

Não podemos nem devemos excluir a hipótese de uma ação política organizada, uma orquestração contra o programa. Os beneficiários - quase 14 milhões de famílias no país - devem ser informados para não aceitarem mais tais boatos. Como fez a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, que eu vi em diversas entrevistas dando garantias de que há a menor hipótese de extinção do programa e que todos os pagamentos serão feitos na data em que os beneficiários tradicionalmente recebem.

E o país, também, deve ser - e estar - prevenido da gravidade de boatos dessa natureza. Eles devem ser considerados crimes e investigados, como determinou o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, à Polícia Federal (PF). Os brasileiros devem se prevenir e ficar atentos.

O país tem certo histórico dessas práticas condenáveis, da falsificação e divulgação de documentos forjados e apócrifos como aconteceu na 1ª metade do século passado (Plano Cohen e outros) à propagação de boatos alarmistas, em anos mais recentes. Como por exemplo no 2º turno em que se elegeu o presidente Collor (1989), quando na campanha difundiram boatos de que se o candidato Lula, do PT, ganhasse, haveria confisco da poupança e de outros bens da população.

Blog de Zé Dirceu

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